Se há uma única lição que resume toda a filosofia de vestuário da HOMME, é esta: o corte anatómico impera sobre tudo o resto. Pode vestir a marca mais exclusiva da Avenue Montaigne ou da Savile Row; se a costura do ombro estiver caída dois centímetros ou as calças sobrarem na bainha, parecerá desmazelado.
A redação HOMME privilegia a funcionalidade duradoura sobre a novidade sazonal.
O ponto crítico: a linha dos ombros
Os ombros são a estrutura basilar de qualquer casaco, blazer ou sobretudo. Ao contrário da cintura ou do comprimento das mangas — que um alfaiate ajusta facilmente por poucos euros —, desmanchar e reconstruir os ombros de um casaco é quase impossível sem arruinar o molde. A costura deve terminar exatamente no final do osso acrómio, onde o ombro encontra o braço. Sem vincos, sem pregas e sem excesso de chumaço.O comprimento da manga e o punho da camisa
A manga do casaco deve deixar ver entre um e um centímetro e meio do punho da camisa quando o braço está descaído. Esta fração de tecido branco ou azul-celeste emoldura o pulso, confere proporcionalidade à mão e revela atenção imediata aos detalhes.A bainha das calças: o adeus ao excesso de tecido
As calças não devem formar dobras volumosas (puddling) em cima do sapato. O comprimento moderno ideal é o 'no-break' (a calça toca apenas de leve no sapato sem dobrar) ou o 'slight break' (uma dobra subtil e suave na frente). O perfil fica limpo, elegante e fluido ao caminhar.“A marca só é vista na etiqueta interior; o corte e a costura nos seus ombros são vistos por toda a sala a dez metros de distância.”
A Opinião do Editor
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