O erro de tentar parecer demasiado elegante

Lenço de bolso, alfinete de lapela, meias estampadas berrantes e relógio gigante: quando a acumulação de elementos formais anula a verdadeira sofisticação.

O erro de tentar parecer demasiado elegante

Fotografia Editorial HOMME Atelier • Formato: Expert Analysis

Há uma armadilha frequente no homem que começa a interessar-se por moda: o excesso de zelo (overdressing). Descobre os clássicos e, em vez de usar um apontamento discreto, decide usar tudo em simultâneo: chapéu fedora, suspensórios, lenço de seda estampada, botão de punho, anel de sinete e meias com losangos coloridos.

NOTA DO ESPECIALISTA Diretriz Editorial
“A regra de ouro aplica-se com força: antes de sair pela porta, olhe-se ao espelho e retire pelo menos um acessório.”

A redação HOMME privilegia a funcionalidade duradoura sobre a novidade sazonal.

O conceito de sprezzatura e contenção

A verdadeira distinção europeia reside na contenção: parecer que a elegância aconteceu de forma espontânea e natural, sem esforço calculista. Quando um coordenado parece que demorou duas horas a ser montado ao espelho, perde toda a graça e masculinidade.

“A verdadeira elegância masculina sussurra; nunca grita. Se todos os elementos do seu visual estão a competir por atenção, nenhum triunfa.”

HOMME ATELIER • PRINCÍPIO Nº 18
O VEREDICTO FINAL

A Opinião do Editor

A sofisticação atinge-se não quando já não há nada a acrescentar, mas quando já não há nada a retirar sem perder a função.

Redação HOMME Atelier Editorial Lisboa & Porto